quinta-feira, 11 de março de 2010

"Entrei de gaiato no navio, a Balada...7"

A Balada no Q32...

Se uma imagem vale mais que mil palavras... imagine várias imagens...

"O Antes"


"O Depois"



"O Mais Depois"


"O Depois do Depois"


"Entrei de gaiato no navio, a 'velha' bossa nova...6"


Era uma vez um Cruzeiro Bossa Nova.

A idéia de fazer um Cruzeiro Bossa Nova foi muito legal. Porém improvisaram um pouco.
Houve um grande show no teatro na segunda noite com a participação de artistas como: Luiz Carlos Miéle (na foto comigo), Roberto Menescal, Wanda Sá, os Cariocas e a grata revelação Patty Ascher que é filha do Neno dos "Incríveis", conjunto de rock do meu tempo de "Loupha".(clic no link e conheça)
Foi muito bom, casa cheia com jovens e 'clássicos' como eu na plateia se deliciando com a boa música e as histórias da bossa nova.
Com o sucesso do show, resolveram fazer uma segunda apresentação, agora no 'Crystal Lounge' um bonito bar com uma atmosfera mais intimista. O Miéle, ótimo, contando muitos 'causos' da bossa nova, e depois a Patty cantando divinamente um repertório variado com músicas do Burt Bacharach em rítmo de bossa nova.
Aí improvisaram uma terceira apresentação que, infelizmente, ficou a desejar já que muitos tinham assistido ao show anterior e tiveram que ouvir as mesmas piadas e músicas. Apesar do esforço e do jogo de cintura do Miéle foi difícil salvar o espetáculo. Mas, assim mesmo, valeu!
Ainda bem que tinha a balada da noite na "Q32 Disco" para onde os jovens, e 'clássicos' como eu, iam se divertir.
Mas isso é uma outra história que fica prás próximas postagens... Aguarde!

quarta-feira, 10 de março de 2010

"Entrei de gaiato no navio, o conforto...5"


A Cabine

Já me perguntaram como era a minha cabine. Então é melhor mostrar.
Bom, está ela aí em cima. Uma das 809 iguais do navio.
Só que a minha era no 12º andar, um abaixo da piscina. Que moleza! Era só subir um lance de escada e pronto. Eu o sol e o céu e muita diversão.
Muito confortável para dormir e tomar banho. Mas é só prá isso que serve, tá ligado?
O navio oferece tantas atrações, de manhã à noite, que a cabine é o que menos importa. Eu, por exemplo, em 4 dias e 4 noites passei só umas 6 horas na cabine. Algumas prá dormir, e outras para tomar banho e assistir a minha novela das 6... É, tinha televisão, internet... Tanto que na última noite eu não dormi; sai da balada direto pro desembarque em Santos.
Aliás, dormi sim, mas no ônibus que me trouxe de volta a São Paulo e à realidade.Que pena!
Mas valeu!

terça-feira, 9 de março de 2010

"Entrei de gaiato no navio, os amores...4"


Muitas amizades foram se criando durante a viagem. Eu e Virginia logo de cara (muito querida!), eu e Thales e Pitu, eu e Karina no Cassino, eu e Maiara na balada, eu e Claudinha... só no fim... que pena, queria te conhecer melhor...
Mas não teve maior amizade que Thales e as 'meninas' Ukranianas que tocavam clássicos na "Cascata", no deck 5, todo dia.
Eram quatro meninas, como se fossem minhas filhas, que tocavam violinos, cello e piano. Eram muito boas, no bom sentido e no mau também... hehehe
Mas difícil era segurar o Thales, no auge dos seus 25 anos comemorados no dia 3 com bolo e parabéns cantado por nós a bordo, que de joelhos, foi pedir a mão da pianista em casamento e prá toda vida, pelo menos, durante o cruzeiro.
Será que deu certo?

Não! Ele só conseguiu o e-mail dela. Será que é o e-mail verdadeiro? Na Ukrania? FulanaUkraniana@gmail.uk. Duvido!
E daí seu Thales, deu certo?
Se a gente não segurasse ele, ele se casava com todas...

Dá-lhe garoto! Nessa idade eu também ia fundo...
... e depois me arrependia...
É a vida! That's life...

"Entrei de gaiato no navio, e no cassino...3"


Eu gosto de jogo, gosto de jogar, mas não a dinheiro.
Como dizia meu avô:
- Duvide, mas não aposte
MInha amiga Virgínia, aí na foto, queria trocar US$ 50 para dar uma gorjeta a sua camareira por bons serviços prestados. Sugeri irmos ao Cassino, já que lá era o único lugar no navio em que se usava dinheiro além do 'cartão de crédito/chave' que todos recebemos e também um dos lugares dentro do navio em que se podia fumar... Oba!
Porém, para trocar os dólares, era preciso comprar fichas, no mínimo US$ 5 que davam 20 fichas. Como eu ando com um pouco de sorte (vide minhas postagens anteriores), compramos 20 fichinhas cada um e fomos arriscar nas maquininhas 'caça-trouxas', aquelas que sempre ganham. Mas fizemos um pacto: se ganharmos dividimos meio a meio.

'To make a long story short...' depois de estarmos ganhando algumas fichas além das 40 compradas, já prestes a parar, colocamos a última ficha na maquininha, e foi ela que parou!
Pronto, deu 'tilt', pensei eu!
Mas aí ela começou a tocar uma musiquinha que nos deixou curiosos e apreensivos.
Exclamamos em bom italiano: - "Que catso!!!"
Mas logo depois, com o fôlego recuperado, exclamamos:
- "Auguri!!!"
A maquininha começou a 'vomitar' fichas (foi a única a ficar mareada no navio, que eu me lembre) e de sua boca sairam 3.200 fichas, ou seja, US$ 800 limpinhos, livres de imposto, metade prá cada um... yessssssssssssss!
Na verdade, nós falamos prá todo mundo que foram só US$ 80, sabe, prá não causar inveja... hehehe

No dia seguinte, fui dar uma 'mãozinha' pros meus amigos Thales e Pitu. Um ganhou US$ 40 e outro US$ 25 nas maquininhas, fora o pleno "3" na roleta que recuperou o que o 'outro' já tinha perdido...
Não era prá contar? Ops! Desculpe, não está mais aqui quem escreveu...

Mas aí vai o meu conselho:
Apesar do cassino ser um lugar atraente, mágico, fascinante e 'gananciante', não aposte. Faça como meu avô me ensinou:
- Duvide, mas não aposte!

Mas a decisão é sua.
Então, decida...
Mas se decidir jogar, GANHE!

"Entrei de gaiato no navio...2"


Minha última viagem por mar foi no "Anna Nery", navio da Cia. de Navegação Costeira, em 1900 e qualquer coisa.
Era um grande navio prá época: 150 m de comprimento, 10.444 t. e capacidade para até 600 passageiros.
Mas tinha algumas peculiaridades.
Havia a 1ª classe, separada, que normalmente ficava no deck superior com seu restaurante específico e uma série de privilégios para aqueles que se dispunham e pagar mais, e onde os demais passageiros da 2ª e 3ª classes não podiam ir nem prá conhecer.
Foi nessa 'turma do porão' que eu viajei. Nunca andei de submarino, mas deve ser a mesma sensação. Além do mais não tinha elevador e sim um porrilhão de escadas prá subir e descer várias vezes ao dia, prá tomar café da manhã, almoçar e jantar.
Pode-se dizer que era uma viagem cansativa. Tanto que não era raro morrer um a bordo. Aliás, em outra viagem, então no "Princesa Isabel", morreram três, um deles caiu na escada bem na minha frente!

Bom, mas não é esse o espírito desta introdução.
Vamos comparar alguns dados com o "MSC Música" que é o segundo maior da frota: 293 m de comprimento, 92,409 t. e capacidade para 3.013 passageiros.
Não há mais primeira classe, mas apenas 18 cabines especiais - suites - para quem quer mais conforto e 809 cabines com varanda e vista para o mar. São 13 elevadores que servem os 15 andares do navio. São 5 restaurantes, 12 bares, teatro com 1.240 lugares, cassino e até quadra de tenis.
Qualquer passageiro tem livre acesso a todas as áreas, menos à ponte de comando... eu bem que tentei visitar mas um tal de Sr. Onze de Setembro (?) não deixou.

Augarde novas etapas da viagem na próxima edição.

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Entrei de gaiato no navio...1"


E que navio!
O primeiro cruzeiro "Bossa Nova" do mundo no 'MSC Música' foi um sucesso.
Muita gente animada nas quatro noites a bordo. Dos mais novos como eu, aos mais velhos como eu... e as mais novas, como eu... hehehe!
No embarque, em Santos, todo mundo ainda tímido mas animado pelo que viria nos próximos dias.
Muita comida, eram seis refeições por dia, e muita diversão com shows todas as noites no teatro e nos vários bares, piscinas cassino, lojinhas, etc.
As amizades começaram já no primeiro dia e foram crescendo durante todo o cruzeiro. Várias turmas com pais, avós, primas se 'enturmando' com os avulsos como eu, fazendo uma grande e animada patota com um único objetivo: diversão intensa de manhã à noite.
Como muitos sabem, eu o Thales e o Ademir, ganhamos o cruzeiro numa promoção da Rádio Eldorado de São Paulo. Eu fui sozinho, o Thales levou seu animado amigo Pitu, de São Luiz-MA, e o Ademir, de Santo André, levou sua esposa Encarnação. Com certeza, os mais animados eram o Thales e o Pitu. Não dormiram um noite sequer. Ainda bem, pois foram ótimas companhias na noite.
Durante o dia, outras companhias foram fundamentais para passar horas agradáveis na piscina, em variados passeios pelo navio, durante as refeições. Minha amiga mais constante foi a Virgínia, com seu ótimo papo, alegria e sorte, principalmente no Cassino. Mas esta história eu conto depois...
Durante os próximos dias vou contar um pouco das aventuras a bordo. Estou organizando as fotos e os fatos. Não perca!

E prá todas as minhas amigas antigas e novas que leem este blog um Feliz Dia da Mulher!